Cirurgia vascular e endovascular
Cirurgia endovascular em São Lourenço: o que muda para quem vive na região
A técnica que trata as doenças dos vasos por dentro deles passou a ser realizada em São Lourenço. O que ela é, o que alcança e o que exige de estrutura.

Dr. Luciano Morais
Cirurgia Vascular e Endovascular · Angiorradiologia. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia (SBACV e CBR) e em Cirurgia Vascular (SBACV e AMB); membro pleno da SBACV.
Dr. Luciano Morais — Cirurgia Vascular e Endovascular | CRM-MG: 88489; RQE: 51933 | 57249
Até pouco tempo, um diagnóstico vascular de maior complexidade no Sul de Minas costumava vir acompanhado de uma segunda notícia: a de que o tratamento seria em outra cidade. Aneurisma da aorta, doença da carótida, artérias entupidas das pernas — a conversa terminava em deslocamento, hospedagem de familiares e meses de idas e vindas a um centro maior.
Isso mudou. Os procedimentos endovasculares passaram a ser realizados em São Lourenço, em sala de hemodinâmica completa, e o assunto foi tema de uma entrevista do Dr. Luciano Morais ao jornal matinal da TV da região, sobre a realização desses procedimentos no hospital da cidade.
“A gente está muito feliz de poder realizar isso aqui na cidade a partir de agora.”
Esta matéria explica, sem pressa, o que é essa técnica, quais doenças ela alcança, o que ela exige de estrutura e o que a presença dela na região altera na prática para o paciente e para a família.
O que é a cirurgia endovascular
Na cirurgia endovascular, o tratamento acontece por dentro do próprio vaso sanguíneo. Em vez da abertura ampla da cirurgia convencional, o acesso se faz por uma punção — em geral na virilha ou no braço — por onde passam fios-guia finos, cateteres e os dispositivos que vão tratar a lesão: um balão que dilata um trecho estreitado, um stent que sustenta a parede do vaso, uma endoprótese que reveste um aneurisma por dentro.
Todo esse trajeto é acompanhado em tempo real, por imagem. O equipamento de raio-X da sala de hemodinâmica, somado ao contraste injetado pelo cateter, desenha a árvore arterial na tela enquanto o procedimento acontece — é isso que permite navegar por dentro da circulação com precisão milimétrica e conferir o resultado ainda na mesa.
A consequência prática é que a mesma doença que exigia uma cirurgia aberta de grande porte passa a ser tratada por um acesso pequeno. A escolha entre uma via e outra, porém, não é automática: ela depende da anatomia, da doença e das condições clínicas de cada pessoa, e se define na avaliação.
Quais doenças são tratadas por essa via
A cirurgia endovascular não trata uma doença só — ela é um caminho de acesso, e por ele passa boa parte do que a cirurgia vascular faz hoje:
- Aneurisma da aorta
A dilatação da principal artéria do corpo é tratada por dentro, com a colocação de uma endoprótese que reveste o trecho doente da parede.
- Doença da carótida
O estreitamento da artéria que leva sangue ao cérebro é tratado com angioplastia e implante de stent, por via endovascular.
- Obstrução arterial das pernas
Artérias entupidas que causam dor ao caminhar e isquemia são reabertas por angioplastia, com balão e stent quando indicado.
- Pé diabético e feridas que não fecham
Quando a ferida não cicatriza por falta de circulação, reabrir o fluxo arterial é parte central da conduta.
- Varizes dos membros inferiores
As técnicas endovasculares tratam a veia doente por dentro, sem a retirada cirúrgica convencional.
- Varizes pélvicas
A dor pélvica de origem venosa é investigada e tratada por embolização das veias comprometidas.
- Embolização de mioma uterino
O mioma é tratado pela interrupção do fluxo de sangue que o alimenta, sem a retirada do útero.
A estrutura que a técnica exige
Cirurgia endovascular não se pratica em qualquer sala de cirurgia. Ela depende de uma sala de hemodinâmica: um equipamento de raio-X de alta definição em arco, mesa própria que permite o posicionamento do paciente durante a imagem, injetora de contraste, e o estoque de materiais específicos — cateteres, fios-guia, balões, stents e endopróteses em vários calibres, porque a medida certa só se conhece durante o procedimento.
Some-se a isso a equipe treinada para esse tipo de trabalho e o suporte para acompanhar a recuperação. É esse conjunto que costuma concentrar a alta complexidade vascular nos grandes centros — e é a existência dele na região que torna possível fazer aqui o que antes exigia viagem.

Mais sobre a estrutura disponível na região
O que muda para quem vive na região
A diferença mais visível é geográfica, mas não é só isso. Quando avaliação, procedimento e retornos acontecem no mesmo lugar e com a mesma equipe, o acompanhamento deixa de ser uma sequência de recomeços: o médico que indicou é o mesmo que realizou e é o mesmo que vai ver a evolução no retorno.
Para a família, a mudança é de rotina. Acompanhar de perto — estar na visita, conversar com o médico cara a cara, dividir os dias entre a casa e o hospital sem atravessar o estado — é parte concreta do cuidado, e costuma pesar tanto quanto a decisão técnica.
Os argumentos para a família decidir com calma
Formação e títulos
Quem realiza os procedimentos é o Dr. Luciano Morais, cirurgião vascular e endovascular. A formação é verificável e vale mais do que qualquer adjetivo:
- Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia (SBACV e CBR).
- Especialista em Cirurgia Vascular (SBACV e AMB).
- Membro pleno da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).
- Residência em Cirurgia Vascular no Hospital Ipiranga, em São Paulo.
- Graduação e residência em Cirurgia Geral pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Perguntas frequentes
- O que é a cirurgia endovascular?
- É o tratamento das doenças dos vasos sanguíneos feito por dentro do próprio vaso, acompanhado por imagem em tempo real, sem a abertura ampla da cirurgia convencional. O acesso costuma ser por uma punção na virilha ou no braço, por onde passam os fios-guia, os cateteres e os dispositivos que tratam a lesão.
- Quais doenças vasculares podem ser tratadas por essa via?
- Aneurisma da aorta, doença da carótida, obstruções arteriais das pernas, feridas ligadas ao pé diabético, varizes dos membros inferiores, varizes pélvicas e mioma uterino, entre outras. A indicação depende da avaliação individual de cada caso.
- Esses procedimentos são realizados em São Lourenço?
- Sim. Os procedimentos endovasculares são realizados em São Lourenço, em sala de hemodinâmica completa, com o equipamento de imagem que a técnica exige.
- É preciso viajar para São Paulo para tratar aneurisma ou carótida?
- Não necessariamente. O tratamento endovascular de aneurisma e de doença da carótida é realizado na região. A conduta de cada caso é definida em avaliação individual, a partir dos exames e da história clínica.
- Quem realiza os procedimentos?
- Dr. Luciano Morais — Cirurgia Vascular e Endovascular e Angiorradiologia. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia (SBACV e CBR) e em Cirurgia Vascular (SBACV e AMB), membro pleno da SBACV. Residência em Cirurgia Vascular no Hospital Ipiranga, em São Paulo; graduação e residência em Cirurgia Geral pela UFES.
- Como falar com a equipe sobre um caso?
- O contato é pelo WhatsApp da equipe, pelo botão de agendamento desta página. Em situação de emergência, o caminho é o pronto-socorro mais próximo.
Conteúdo educativo — não substitui a consulta médica.
O que chegou à região
“Cirurgias que nunca tinham sido realizadas aqui na cidade.”
Procedimentos endovasculares de alta complexidade — aneurisma da aorta, carótida, obstruções arteriais — passaram a ser realizados em São Lourenço, em sala de hemodinâmica completa. O que antes existia apenas em centros distantes hoje acontece aqui.
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Contato e atendimento
O agendamento é pelo WhatsApp da equipe. O atendimento é particular, com nota fiscal para solicitação de reembolso.
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R. Jaime Soto Maior, 163 — N. S. de Fátima
São Lourenço — MG · 37470-000
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